DIRETORA DE FOTOGRAFIA

 

BIOGRAFIA

Lílis Soares estudou Direção de Fotografia no Institut International de l’Image et du Son, na França, e Rádio e TV na UFRJ. Atuou em projetos voltados para mídia digital, publicidade, TV e cinema em países como Brasil, França, Rússia, Suíça, Itália, Angola, República do Congo e Benin. Fez a direção de fotografia do longa-metragem nigeriano "Mami Wata", com direção de C.J. Obasi, filme selecionado para o Festival Internacional de Veneza 2021 em projetos em pós-produção e atualmente estreou na Netflix, também como diretora de fotografia o longa-metragem “Um dia com Jerusa”, de Viviane Ferreira. Esteve a frente da direção de fotografia das séries de ficção (em finalização) Meninas do Benfica, de Roberta Marques e Fim de Comédia, de Jéssica Queiroz. Em 2021, fez parte da equipe de câmera da série “Sessão de Terapia”, de Selton Melo. Na Mostra Tiradentes de 2020, recebeu o Prêmio Helena Ignez, oferecido pelo Júri Oficial a um destaque feminino em qualquer função.

 

Além disso, dirigiu a fotografia dos curta-metragens "Novo Mundo", de Natara Ney e Gilvan Barreto, “Ilhas de Calor”, de Ulisses Arthur, "Minha historia é outra", de Mariana Campos, "Enraizadas", de Juliana Nascimento e Gabriela Roza, "Dentro", de Mariana Jaspe, “Simone “,  de Renato Cândido e da campanha "Ela decide" para a ONU, dentre outros. Lílis é professora de direção de fotografia da Academia Internacional de Cinema no Rio de Janeiro e ja ministrou cursos na escola de audiovisual da Vila das Artes em Fortaleza. 

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PRÊMIO HELENA IGNEZ 

Na mostra de Tiradentes de 2020,  Lílis Soares recebeu o Prêmio Helena Ignez 2020, oferecido pelo Júri Oficial a um destaque feminino em qualquer função e entregue pelas mãos da própria atriz e diretora. Em Tiradentes, Lílis Soares dirigiu a fotografia de três filmes: os curtas “Ilhas de calor”, na Mostra Jovem; “Minha história é outra”, na Mostra Foco; e o longa “Um dia com Jerusa”, na Mostra A Imaginação como Potência.

 

Segue o texto apresentado júri oficial:

“Com dois curtas e um longa na mostra Tiradentes 2020, a presença de uma jovem fotógrafa evidencia um caminho sem volta e a urgência de se olhar, cuidadosamente, para um cinema que atravessa processos vitais, de formação e construção política. Os projetos de que ela participa recebem o tratamento de uma pesquisa rigorosa, sobre uma questão antiga, mas ainda pouco enfrentada: afinal, como filmar corpos negros? Encontramos a força de uma perspectiva comprometida com a descolonização do fazer cinema, e celebramos em seu trabalho o acolhimento de uma questão ética incontornável ao nosso tempo. O que ela tem feito, articulada em coletivos, como o Coletivo de Diretoras de Fotografia do Brasil, ao qual o júri estende sua homenagem, é um cinema que assume para si a responsabilidade de enfrentar não apenas uma disputa de narrativas, mas a agencia de uma sensibilidade preta. Por saber que a pele é nossa primeira lente, e pelos modos como faz emergir novas imagens, premiamos uma fotógrafa em plena atividade, pela autonomia de um fazer cinematográfico que sim, atravessará os tempos.”